
Sacks (1990, em Fernandes, 2003 p.24) coloca que:
Nem a linguagem nem as formas superiores de desenvolvimento cerrebral ocorrem espontaneamente; dependem da exposição à linguagem. Se as crianças surdas não são expostas, bem cedo, à boa linguagem ou comunicação, pode haver um atraso (até mesmo uma interrupção) da maturação cerebral, com uma contínua predominância dos processos do hemisfério direito e uma falta de "transferência" hemisférica. Mas, se a linguagem, um código linguístico, pode ser introduzida até a puberdade, a forma de código (fala ou sinal), parece não importar; só importa que seja bastante boa para permitir a manipulação interna...e então pode ocorrer a transferência normal para o predomínio do hemisfério esquerdo.
Tirado de: Fernandes, Eulalia. Linguagem e Surdez.Porto Alegre: Artmed, 2003.
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